2
de
novembro
O dia em que a lÃngua portuguesa agradeceu
Acredito que se pudesse a Língua diria: obrigado, São Paulo.
Como será o dito do pentacampeonato agora?
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Acredito que se pudesse a Língua diria: obrigado, São Paulo.
Como será o dito do pentacampeonato agora?
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Não tenho idéia do nome que posso por neste poema…Fiz agora. Logo será musicado. Mas não sei se tocarei essa…
Te dei a chave da minha casa
A senha do cofre, o amor e tudo mais
A porta do meu coração esteve sempre aberta pra você nunca sair
Escrevia poemas, cantava canções, inúmeras declarações
E o que eu recebo…
Jurei meu amor, segurei minha dor
Com promessas de amor planejei minha vida
Nossos filhos seriam lindos, com apelidos
Nossa casa bem arrumada
E é isso que eu mereço…
Você me pegou por trás, deu cinco tiros
Foi ao velório de branco, acompanhada
Fez sua graça, deu show e chorou
Deu de ombro ao lado, estendeu o braço e saiu acompanhada
Veja isso se mereço
"Esses dois olhos tristes que a terra a de comer / viram tanta injustiça acontecer / calaram a voz do nosso amor" Max de Castro
"O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu / Eu chorei, perdi a paz" Vinícius de Moraes
"Cada ser tem sonhos a sua maneira (…) Ali tão certo e justo e só te sendo / Absinto-me de ti, mas sempre vivo" Lula Queiroga / Pedro Luis
"Eu só aceito a condição de ter você só pra mim" Rodrigo Amarante
"Deixa eu brincar de ser feliz / Deixa eu pintar o meu nariz" Marcelo Camelo
"Meu coração é uma máquina de escrever" Pedro Luis
"Quem me dera todo dia ter meu amor aqui, me fazendo paz" Marcim
"Eu finjo ter paciência" Lenine
Ternura
Vinicius de Moraes
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma…
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
[ extático da aurora.
Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 259.
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Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
Mario Quintana
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim…
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir…
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas… e que estão escritas
do lado de fora do papel… Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia…
como
uma pobre lanterna que incendiou!
Do espetáculo desta vida
Mário Quintana
Impossível será que melhor vida exista,
Enquanto o mundo assim se distribuir:
No palco a Estupidez, para ser vista,
E a Inteligência na platéia, a rir…
Ah se eu soubesse desse outro olhar … Só ontem percebi, num bar… Tanta sabedoria, tanta afirmação, tanto discurso, Quintana, que seus quintanares vieram despercebidos, por eles…
"Em 25 de agosto [1966] o poeta é saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o seguinte poema, de sua autoria, em homenagem a Quintana: " (releituras.com)
Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.
Quinta-essência de cantares…
Insólitos, singulares…
Cantares? Não! Quintanares!
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.
São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.
São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.
São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.
E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares
Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.
Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares…
Perdão! digo quintanares.
Manuel Bandeira
Ah Quintana, seu eu soubesse desse olhar antes…
Não é tão difícil ser bonita. Difícil é ter dinheiro pra isso. Essas mulheres todas não são nem a metade do que dizem. Certeza absoluta! Quer apostar?
Arrumar cabelo, unha, rosto todo, silicone, e mais todas as coisas que elas fazem… pra ficar bonitas! Belas seria melhor. Atraentes melhor ainda. Sensuais então… Não suporto mulher feia querer ficar bonita a força!
Fiz uma música sobre esse tema que gostei muito. Como eu gosto! Daqui um bom tempo irão conhecer, alguns.
Como deve ser ser uma mulher feia?