8
de
março
Que belo horizonte!
Fico sem saber o por quê de ler. Eu leio porque gosto. Muitas pessoas falam que leem sem saber o motivo. Já viu algum escritor dizer que gosta de escrever? Eu não. Será pelo risco? Mas que risco há? Qual o risco em escrever quatro ou cinco palavras?
Aqui estão duas frases: “A arte é inimiga da indecisão”, Rubem Fonseca; “Só o que a gente pode pensar em pé - isso é que vale.” João Guimarães Rosa.
Pois bem, se a arte é inimiga da indecisão, é exata. E se é exata não é exaltação dos ânimos o que faz. Então, pensando assim, é muito bem trabalhada, estudada. Então devemos dar a palavra ao escritor. Certo? Mais a palavra do leitor, aà cresce a obra. E não examinar, procurar uma falha, algum ponto de comparação, nomeações, juntá-los em grupos.
Passamos à segunda frase. Alguém se remói em pé? Não é na hora de dormir que pensamos determinados assuntos? Então, se só o que vale é o que pensamos em pé, remoer na cama não vale. Será isso? Mas aà não podemos levar em conta o que passamos de bom deitados numa cama, e com isso não podemos levar em conta uma vida amorosa linda, cheia de sonhos, e se não podemos pensar isso tudo, o que vamos pensar?
Imagine a arte exata. Aqueles quadros que mais parecem delÃrios, aqueles poemas que não entendemos nada, aquelas esculturas, as músicas… Imagine se isso tudo é exata, perdemos um sonho, além do papai noel, coelhinho da páscoa.
Vou propor um desafio. Ler os livros consagrados de determinada época pela Academia, e ler os que não foram consagrados pela Academia. Daria uma tese e tanto, não?



