29
de
novembro
Estudos sérios

*Se é posso chamar de charge…
O berço (da loucura)
Aqui o mundo é meu
Pode-se falar, pode se ouvir
Pode-se pensar, pode ler
E sabe porquê?
Porque aqui o mundo é meu!
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Picasso


Era pra ser um dia só de alegria, pelo menos pra mim, que esperava isso. Fui fazer a segunda etapa da prova do conservatório de música do Cefar e saí de lá arrasado. Chorei. Chorei sozinho na Praça do Papa. E lá vi algumas imagens bonitas, porém, não naquele momento.
Não tive inveja da felicidade alheia, só queria estar feliz. Gostaria muito de ter saído da prova com um sentimento de esperança, um pinguinho só já tava bom. Chorei por outros motivos também. Isso era no fim de tarde. Mas depois passou.
À noite, já passando da meia noite, quando meu aniversário chegava batendo à porta, chegaram juntos Lu e Seth, Érica, Jairzinho e Rebeca. Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter recebido. Seth, marido da Lu, todo gentil oferecia qualquer lugar pra eu escolher o jantar e comemorar. Fomos comer uma deliciosa pizza.
Durante o jantar Seth me pergunta: você ganhou o que queria? Olhei ao redor e disse: sim; com os olhos cheio de lágrimas. Pela primeira vez, que eu me lembre, passo um aniversário com meus primos. Foi ótimo.
10 de novembro está marcado! Fui da tristeza, com um sentimento de fracasso e perda tão grande, ao sentimento sincero de felicidade. Como eu gostei!
No fim de tarde na Praça eu só pensava isto: eu só queria estar alegre! Demorou um pouquinho e a alegria apareceu. Me parece, na vida, que é assim mesmo, você quer, espera e busca, que chega, um dia chega.
Estou tão distraído aqui com meus poemas, minhas músicas
que nem lembro da tristeza.
Estou tão distraído criando crônicas
que nem lembro que não tenho mais meu amor.
Estou tão distraído neste estúdio
que nem penso…
Dói muito não ter um amor, não ter um amor
pode ser como não ter um amigo
não ter com quem compartilhar alegrias, desilusões.
Mas eu tenho!
Então porque tanta distração?
Deus, por favor, me dê um antídoto!
Aproveita e me ensina umas boas novas, pra sair disso…
Acredito que se pudesse a Língua diria: obrigado, São Paulo.
Como será o dito do pentacampeonato agora?
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