30
de
março
Esse é meu…
Querer (não) é poder?
Eu sempre quis ser mentiroso. Um bom mentiroso. Daqueles que contam história gigante. Uma história que nunca aconteceu, e que todos sabem disso. Um verdadeiro mentiroso! Ah! Quem me dera…
Imaginem que legal, chegar em casa, depois de nada acontecido na rua além do que sempre acontece, e inventar uma história. Uma bela história. Com personagem, enredo, tempo. Aquela história! Não sei bem qual seria, agora. Inventaria, com certeza.
Já ia chegar dizendo: você não acredita! “É, em que?”. Aí começaria… hoje no centro eu tava andando e de repente PUM! Uma bomba! Juro. Explodiu quase em mim! A sorte que desconfiei e fui um pouquinho pra lá. Aí já era… Vôo gente viu.
Casado? Aí sim! Ouvi umas histórias que fiquei morrendo de inveja. Como os caras conseguem e eu não? Fico puto com isso! Ouve só mais essa: tava na rua, na gandaia, e a esposa em casa. Já era tarde. E ela ia brigar. O que aconteceu? O camarada foi ao posto de gasolina, chegou pro frentista e disse: cinco centavos de gasolina, por favor. “Que?! Cinco centavos?!” É sim, e pode despejar aqui na minha mão. Passou a gasolina na roupa, só o cheiro, e foi embora cheirando a gasolina. Que porra de carro! Tinha que dar defeito uma hora dessa! Filho da puta! Amanhã cedo vou ao mecânico. Merda de carro!
Ai que inveja!
PS:Dedico ao grande mestre da mentira de Foz do Iguaçu, ao lado de quem passei vários anos ouvindo suas histórias.

