11
de
maio
O que fazer?
Dizem que em períodos difíceis nós aprendemos a contornar e driblar os perigos. Sei não. Não tenho certeza de como contornar. Não tenho certeza se tenho força, vontade, pasciência. Basta tentar.
Hoje, mais uma vez, tive uma descoberta: a pior coisa na vida é decepcionar os pais. Não existe nada pior que isso. Ou existe, leitor? Se é que tenho leitor. Se você é um leitor deixe um mínimo recado possível, só para tornar meus escritos mais contentes, para eles saberem que alguém os está lendo.
Pode contar se acredita ser mesmo pior coisa do mundo decepcionar os pais. Podemos, assim, dialogar. Agora, se não tenho leitor, o que faço? A resposta é simples: escrever. Pelo menos acho que alguém está lendo, que tenho um "amigo" imaginário que me dá ouvidos, no caso olhos.
Uma outra descoberta é de que os amigos normalmente não nos ouvem. Já repararam? Legal isso, não? "O que, o amigo não escutar?" Não, descobrir isso. E não só os amigos. E cuidado para não ser um amigo que não escuta o amigo. Os manuais de convivência dizem, ou devem dizer (não li…), que você deve escutar seu amigo.
Não sei porque esses manuais utilizam tanto o verbo dever. Babaquice. Coisa deles. Não cabe a mim falar dessas coisas. E sim mandar um abraço a você, leitor (imaginário): um abraço, amigo!

