Márcio AF Souza

Crônicas, poemas © - comentários, citações

20

de
maio

Os caras

Os verdadeiros "os caras" da música brasileira, até onde conheço, são: Jorge Benjor, Chico Buarque, Toquinho, Vinícius de Moraes, Tom Zé, Raul Seixas; os atuais, a banda Los Hermanos, Ana Carolina, Lenine, e mais alguns que não tenho tanta autoridade para falar ainda.

Desde que me lembro, isso com 7 ou 8 anos, eu ouvia nas viagens Foz-BH Toquinho e Vinícius, Alceu Valença, Chico Buarque, e mais outros bons artistas. Esses foram os que mais me marcaram. Jorge Benjor não era das viagens, só que sempre tocou em todos os lugares, e tem mais, quem não gosta de Benjor tá por fora. Sinceramente, tá por fora. Ele é o cara mais alto astral da música brasileira, quiça mundial.

Raul Seixas surgiu na minha vida quando eu tinha uns 12 ou 13 anos. Que loucura. Eu imaginava um menino andando com um sapato apertado, mancando… E eis que com 20 anos eu descubro o que ele quis dizer. Que coisa linda. E nesse época procurei ouvir suas músicas, e não lembro qual a interpretação de todas, essa foi que mais me marcou mesmo.

Chico, Vinícius, Toquinho, e agora Tom Zé são os mestres. Este então nem se fala. Ainda não sei por que ele não tem toda essa moral com os criadores de opiniões. Será que é por não entenderem sua obra? Ou por entenderem? Vai ver que não querem que conheçamos gente tão inteligente capaz de nos por interrogações. Porque gostar de Chico é bonito, faz bem em conversas. Do Poetinha também. Uma coisa eu digo: depois de ouvir Tom Zé você nunca mais será o mesmo.

Los Hermanos, ao lançar Bloco do Eu sozinho, mostrou quem eram realmente. Cada letra, cada música… Depois com o Ventura confirmaram que são capazes de produzir lindas músicas. Eles têm uma enorme capacidade em falar do Homem com tanta naturalidade, sinceridade. A Ana Carolina tem uma musicalidade fora do comum. Encara qualquer ritmo numa boa. Boa compositora, letrista, ótima instrumentista. E o Lenine não fica pra trás. Ótimo músico, compositor, instrumentista. Com letras inteligentes, suingue, muito ritmo brasileiro.

Não digo isso como crítico, pois não sou. Sou apenas ouvinte de suas obras. Aprecio cada acorde bem colocado, cada letra que me traga sentido, cada som… E acho que isso é ser crítico, e não ser formado em qualquer lugar e achar que por ter um diploma pode falar. E se quiser falar algo, leitor (imaginário) fique à vontade.

PS: Acho que escolherei um nome ao meu leitor imaginário.

PS2: Tem alguma sugestão?

PS3: Acho que a partir do próximo lerei para corrigir os possíveis erros.

11

de
maio

O que fazer?

Dizem que em períodos difíceis nós aprendemos a contornar e driblar os perigos. Sei não. Não tenho certeza de como contornar. Não tenho certeza se tenho força, vontade, pasciência. Basta tentar.

Hoje, mais uma vez, tive uma descoberta: a pior coisa na vida é decepcionar os pais. Não existe nada pior que isso. Ou existe, leitor? Se é que tenho leitor.  Se você é um leitor deixe um mínimo recado possível, só para tornar meus escritos mais contentes, para eles saberem que alguém os está lendo.

Pode contar se acredita ser mesmo  pior coisa do mundo decepcionar os pais. Podemos, assim, dialogar. Agora, se não tenho leitor, o que faço? A resposta é simples: escrever. Pelo menos acho que alguém está lendo, que tenho um "amigo" imaginário que me dá ouvidos, no caso olhos.

Uma outra descoberta é de que os amigos normalmente não nos ouvem. Já repararam? Legal isso, não? "O que, o amigo não escutar?" Não, descobrir isso. E não só os amigos. E cuidado para não ser um amigo que não escuta o amigo. Os manuais de convivência dizem, ou devem dizer (não li…), que você deve escutar seu amigo.

Não sei porque esses manuais utilizam tanto o verbo dever. Babaquice. Coisa deles. Não cabe a mim falar dessas coisas. E sim mandar um abraço a você, leitor (imaginário): um abraço, amigo!

1

de
maio

Blog: o melhor amigo dos que não têm amigos

Acho que estou certo do que diz o título. Várias vezes estive pensando em escrever, e sempre não escrevo. Não por não gostar de escrever, eu gosto, e sim porque penso em contar pra um ou outro amigo e deixo de escrever. Quem não tem pra quem contar conta pro blog, pra querer imaginar que alguém lê. E quem pede pra você comentar no blog dele ou dela…

Fui passar o feriado em Buenos Aires. Que cidade! É uma cidade linda. Mesmo sendo uma metrópole. Como diz o camarada que não sabe a história do País, eles foram conolizados pelos europeus, por isso são assim. Só que lá os cachorros andam na rua numa boa, que bom, mas eles cagam e mijam na calçada numa boa, também.

Tem lindas praças, lindas paisagens. Uma arquitetura bonita. As pessoas tratam bem os turistas, dentro do que eles acreditam ser tratar bem. E uma coisa em especial eu gostei deles, não estão preocupados em agradar. Goste ou não, são assim. Você não verá muitos sorrizos como vê aqui, no Brasil. Isso é interessante.

Fui pra lá sem levar nem um aparelho para ouvir música. Não levei cd, o que não deixo de levar pra qualquer lugar que vou. Levei meu novo investimento em instrumento musical, uma gaita. Comprei pra aprender a tocar, e lá foi um lugar que deitei e toquei um pouco, numa buena. Só que as músicas estão em um lugar especial: na cabeça. Lemrbei de várias múscias lá. Toda hora vinha uma música, em cada lugar estava a música brasileira, com sotaque e tudo. Às vezes eu cantava na rua, só pra soltar um pouco mais de mim e de Brasil pra eles.

Voltei com uma vontade tão grande de tocar e ouvir música brasileira. A próxima vez que eu for pra lá levarei meu violão e algumas músicas comigo, para tocar na rua, na praça, em qualquer lugar. Como eles fazem. Que coisa linda aquilo. Tocar na rua deve ser o bicho! Eles estão de parabéns, os artistas de rua de Buenos Aires.

Não deixarei uma foto aqui. Podem ver, ou imaginar? Não é difícil encontrar fotos maravilhosas de lá na internet.

PS: As histórias de lá contei aos meus amigos.

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